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arte de Erika Engel
Embora ninguém seja inocente e tenhamos perdido a virgindade.
Cá escuto nossas falas cantadas e os gestos loucos que cultivamos de encontros em reencontros. Saiu das idéias, veio em metáforas, quem diria. Sementes de incômodos na inquietude de enxergar a vida. E querer mais, sempre mais, em busca de sentidos e o que nos arrancasse do asfalto chumbo. No caminhar houve quedas, silêncios prolongados, distanciamentos ocultados, mas sempre no horizonte o tal calor. Esse que se nos revela agora no grito pasmo do feito e desfeito. Ofegantes, também atropelamos os minutos pensando se tratar de segundos, mas no desconcerto encontramos esses braços que nos enlaçam. Ora navegar, ora afogar, ora se perder pra ressurgir. E, acima de tudo, bem abaixo do frio, pulsar em tons de harmonia. Jogamos pétalas aos ventos da noite, coramos, brotamos, renascemos as crianças. Coração. Sem esquecer que tem a doce questão da paciência, da presciência que habita nossos r(h)umores.
Escrito por porque escrever é preciso às 12h40
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