
Novos velhos tempos
É que dá um aperto ao enxergar o presente passado recente, melhor talvez fosse anestesiar os sentidos, viver sem lucidez. ‘Quem me dera, simplesmente estar e olhar as estrelas, sem pensar nas cruzes ou nas bandeiras. Quem dera as luzes da Via-Láctea iluminassem as cabeças. E acendesse um sol em cada pessoa, aquecesse o sonho e secasse a mágoa’. Faço como posso, aplaco no silêncio do sorriso o choro das conversas. Embora o sei lá - não sei persistam.
Oportunamente, Bernardo Carvalho escreveu (no 26 de setembro, 2006) em sua coluna no jornal Folha de S. Paulo - Entre o cinismo e a crença - ‘(...) o escritor que insiste em ver na literatura uma ação individual e libertária ou é hipócrita ou é crente’. Refere-se aos tempos de cinismo e imobilização (da Política e outros mercantilismos também), a certa teoria de que não existe uma literatura à frente ou opositora de seu tempo histórico, no caso este nosso de desilusão.
leia a continuação na minha coluna em www.geracaobooks.com.br
Escrito por porque escrever é preciso às 12h03
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'A Palavra Latina'
Isto faz tempo, foi na edição de janeiro/ fevereiro de 2005 (...).
Apesar de antigo, o texto é novo neste espaço.
Saudações fraternas!
Crônica 2 Hoje, ontem e amanhã? Palena Duran
Muitas vezes pensei o mesmo, e agora é outro dia. Porém continuamos a não dizer, deixa pra lá, todo dia deixa pra lá. Vai-se deixando tanto a ponto de esvaziar as conversas, e pessoa alguma se indigna, enchemos a cara e inventamos a esperança de sobreviver ao próximo dia. Mas indo fundo, afora questões muito pessoais de vida, é impossível não ver. Quem dera o dom, quem dera algo que pudesse fazer para despertar junto dos meus em novo mundo.
http://www.acepusp.org.br/apalavralatina/apl0105/index.htm
Escrito por porque escrever é preciso às 17h56
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